Saiba Quando Procurar seu Médico Reumatologista

A principal característica das doenças reumatológicas é a inflamação que pode afetar pessoas de todas as idades e raças, e, que quando não tratadas, levam à limitação dos movimento. É consenso entre os médicos: quando mais cedo o tratamento com Reumatologista for iniciado, melhor será para o paciente. Se o tratamento começar antes dos três meses de doença no organismo, os resultados são ainda mais satisfatório. Para que isso aconteça, no entanto, a doença precisa ser diagnosticada precocemente, o que torna fundamental saber quais os sintomas mais comuns: a primeira manifestação da maior parte das doenças reumatológicas costuma ser dor nas articulações – o mais comum são dores localizadas nas articulações das mãos e dos pés, que também podem inchar. Uma característica é chamada rigidez matinal. A pessoa acorda, pela manhã, com as mãos rígidas e, muitas vezes, esta rigidez é longa-pode durar uma ou até duas horas, em que o indivíduo tem dificuldade de fechar as mãos.  Uma vez que os sintomas estão presentes, é fundamental procurar, o mais rápido possível, um médico Reumatologista, que o especialista mais indicado para tratar as doenças reumatológicas.

Primeiros passos

Ao procurar um reumatologista, o paciente pode esperar que o médico faça, de início, uma investigação em seu histórico clínico e exames físicos, para tentar confirmar o diagnóstico.

Além disso, o médico pode pedir uma série de exames de sangue, para auxiliar no diagnóstico. Os principais são os exames fator reumatoide e Anti-CCP, (abreviação em inglês para ‘Anti-Peptídeo Citrulinado Cíclico’), Hemograma Completo, Proteína C Reativa, VHS. Quando esses exames dão positivo, nos ajudam no diagnóstico da doença. Exames que observam a atividade inflamatória no sangue dão pistas sobre a doença, já que, no paciente com Artrite Reumatoide, a inflamação é muito intensa – raios-X e ressonâncias magnéticas, que são exames de imagem, também ajudam nesta tarefa.

O objetivo do tratamento é a remissão da doença – ou seja, que o paciente não tenha nenhuma dor, nenhum inchaço, e viva uma vida normal, mesmo convivendo por muitos anos com a doença.

Não me tratei precocemente – e agora?

O tratamento na fase inicial da doença faz toda a diferença, e, se seguido da maneira correta, com acompanhamento constante, pode proporcionar ao paciente uma vida livre das dores e problemas da doença.

Mas quem, por acaso, não teve acesso ao tratamento no início da doença, não deve desanimar. A dor e a rigidez matinal, por exemplo, diminuem bastante com o tratamento, melhorando, assim, a qualidade de vida. E mesmo casos em que o paciente já apresenta deformidades decorrentes da AR têm solução. Não há paciente que não possa ser tratado. Por isso, ao menor sinal de dor nas articulações – ou se a doença já está presente – procure um Reumatologista